{"id":4084,"date":"2021-02-18T12:00:28","date_gmt":"2021-02-18T12:00:28","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:8888\/20160609\/?page_id=4084"},"modified":"2022-05-20T09:54:18","modified_gmt":"2022-05-20T09:54:18","slug":"linhas-tematicas","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.citcem.org\/xencontro\/linhas-tematicas\/","title":{"rendered":"Linhas tem\u00e1ticas"},"content":{"rendered":"<p>O X Encontro CITCEM ir\u00e1 focar-se no estudo diacr\u00f3nico das orlas costeiras e ribeirinhas, a partir de preocupa\u00e7\u00f5es ambientais e da valoriza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es humanas com os oceanos, os mares, os rios e os seus ecossistemas. Pretende-se que as <em>Culturas D\u2019\u00c1gua<\/em> sejam observadas, na sua diversidade, a partir de uma an\u00e1lise multi-escalar, em diferentes cronologias e espa\u00e7os, desejavelmente numa perspetiva inter e transdisciplinar.<\/p>\n<p>Seguindo uma aposta num forte envolvimento societal e a preocupa\u00e7\u00e3o com o estabelecimento de di\u00e1logos entre a academia e comunidades que geram e d\u00e3o vida a essas <em>Culturas D\u2019\u00c1gua<\/em>, o X Encontro procurar\u00e1 identificar e fomentar processos de co-cria\u00e7\u00e3o de conhecimento. O objetivo \u00e9 estabelecer pontes entre a universidade e as comunidades, com vista \u00e0 salvaguarda de um patrim\u00f3nio que \u00e9, na sua diversidade, mundial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Alteridade em N\u00f3s<\/h3>\n<p>As transfer\u00eancias interculturais locais, nacionais e internacionais e o seu reflexo na sociedade, l\u00edngua, cultura e patrim\u00f3nio s\u00e3o temas relevantes para a compreens\u00e3o dos processos de identifica\u00e7\u00e3o das Alteridades em N\u00f3s, que se desenvolvem em espa\u00e7os perme\u00e1veis \u00e0 coexist\u00eancia de todo o tipo de diferen\u00e7as. Muitos dos processos de alteridade acontecem em zonas costeiras e ribeirinhas, \u00e1reas de contato entre diversas culturas. Esta linha de reflex\u00e3o analisa manifesta\u00e7\u00f5es de diferen\u00e7a\/indiferen\u00e7a e a sua intera\u00e7\u00e3o ao longo do espa\u00e7o e do tempo. Convida, por isso, ao questionamento acerca da constru\u00e7\u00e3o social, a partir das ideias e conceitos de toler\u00e2ncia e\/ou intoler\u00e2ncia, da inclus\u00e3o e\/ou exclus\u00e3o, da assimila\u00e7\u00e3o e\/ou discrimina\u00e7\u00e3o. Todas as minorias est\u00e3o inclu\u00eddas nestas linhas de reflex\u00e3o, sejam pessoas escravizadas, grupos religiosos, estrangeiros, aqueles que procuram asilo e\/ou ref\u00fagio e indiv\u00edduos encarados pelas comunidades como forasteiros e\/ou marginais.<\/p>\n<h3>Fluxos Globais<\/h3>\n<p>Os oceanos e as explora\u00e7\u00f5es transoce\u00e2nicas s\u00e3o ponto fulcral para o estudo da globaliza\u00e7\u00e3o, na longa dura\u00e7\u00e3o. Focando-se em aspetos socioecon\u00f3micos, culturais e ecol\u00f3gicos, assim como nas din\u00e2micas de rutura e continuidade da\u00ed decorrentes, pretende-se refletir sobre as migra\u00e7\u00f5es de modelos pol\u00edticos, religiosos e econ\u00f3micos (por exemplo, os decorrentes de processos de coloniza\u00e7\u00e3o) e aos seus reflexos em sociedades, culturas e paisagens mar\u00edtimas e ribeirinhas. Este eixo tem\u00e1tico apela a uma reflex\u00e3o focada na forma como a circula\u00e7\u00e3o e os processos de transfer\u00eancias interoce\u00e2nicas, sejam elas populacionais, tecnol\u00f3gicas ou de conhecimento, se refletem em <em>Culturas D\u2019\u00c1gua<\/em> de diversos pontos do globo. Aponta para o estudo de din\u00e2micas mar\u00edtimas globais e para os mecanismos de globaliza\u00e7\u00e3o, para os quais contribuiu a centralidade dos oceanos, desde a Primeira Idade Global (1500-1800).<\/p>\n<h3>Territ\u00f3rios Partilhados<\/h3>\n<p>Este eixo tem\u00e1tico prende-se com temas afins com a mobilidade populacional e o povoamento regional, as migra\u00e7\u00f5es e a hist\u00f3ria da popula\u00e7\u00e3o, abordando din\u00e2micas de comunidades perme\u00e1veis, na sua rela\u00e7\u00e3o com a mem\u00f3ria e o patrim\u00f3nio local, material e imaterial. Convida-se, a partir desta perspetiva, \u00e0 reflex\u00e3o, quer multidimensional, quer multidisciplinar, acerca do(s) conceito(s) de comunidade, de coexist\u00eancia, fronteiras fluidas, dilu\u00eddas, ou sua aus\u00eancia. A evolu\u00e7\u00e3o da ocupa\u00e7\u00e3o partilhada dos territ\u00f3rios, aqui entendidos a partir da conex\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o com o mar e as zonas ribeirinhas, \u00e9 outro dos temas que requer destaque e reflex\u00e3o.<\/p>\n<h3>Transforma\u00e7\u00f5es Ambientais<\/h3>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre mudan\u00e7as de sistemas de valores e comportamentos culturais e as altera\u00e7\u00f5es ambientais e clim\u00e1ticas, com particular incid\u00eancia nas suas vertentes hist\u00f3ricas e sociais, constituem o n\u00facleo central de reflex\u00e3o deste eixo de an\u00e1lise. O conceito de \u00abeconomia sustent\u00e1vel\u00bb, traduzido na emerg\u00eancia de novos valores, usos e rela\u00e7\u00f5es das sociedades com o patrim\u00f3nio natural, decorrentes do esgotamento de recursos e\/ou de uma diferente consci\u00eancia ambiental, est\u00e1 na ordem do dia. Este \u00e9 o mote para refletir acerca das transforma\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, ambientais e ecol\u00f3gicas do passado e das solu\u00e7\u00f5es encontradas pelas comunidades contempor\u00e2neas como resposta a essas transforma\u00e7\u00f5es. Apela-se especialmente a contributos que reflitam sobre as transforma\u00e7\u00f5es ambientais e a sua rela\u00e7\u00e3o com os meios aqu\u00e1ticos. Estas intera\u00e7\u00f5es podem ser em escalas macro, interferindo com as din\u00e2micas oce\u00e2nicas, ou em escalas micro, nas articula\u00e7\u00f5es com as linhas de costa e as frentes ribeirinhas.<\/p>\n<h3>Transi\u00e7\u00f5es em Mudan\u00e7a<\/h3>\n<p>Na diacronia, s\u00e3o assinal\u00e1veis momentos-chave respons\u00e1veis por altera\u00e7\u00f5es societais, que criam novos paradigmas geradores de novas articula\u00e7\u00f5es entre os grupos humanos e o seu entorno. Convida-se a refletir acerca da identifica\u00e7\u00e3o desses momentos de mudan\u00e7a e dos seus impactos em diferentes escalas e atrav\u00e9s de diversas abordagens. No caso das zonas mar\u00edtimas e ribeirinhas, \u00e9 um processo constante que altera a forma como o(s) governo(s) e as pol\u00edticas p\u00fablicas se relacionam com as popula\u00e7\u00f5es. Alguns dos exemplos dessas mudan\u00e7as s\u00e3o as transforma\u00e7\u00f5es de ordem demogr\u00e1fica, as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas provocadas (ou impulsionadas) pelo homem, as viragens econ\u00f3micas, as muta\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e governativas e as altera\u00e7\u00f5es causadas pelas culturas digitais em evolu\u00e7\u00e3o, sem esquecer o acesso \u00e0 (des)informa\u00e7\u00e3o e a difus\u00e3o de conhecimento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O X Encontro CITCEM ir\u00e1 focar-se no estudo diacr\u00f3nico das orlas costeiras e ribeirinhas, a partir de preocupa\u00e7\u00f5es ambientais e da valoriza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es humanas com os oceanos, os mares, os rios e os seus ecossistemas. 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